terça-feira, 24 de setembro de 2013

DORMENTES- DORMENTES FERROVIÁRIOS, SEU TRATAMENTO

DORMENTES DE MADEIRA 

Os dormentes de madeira para ferrovia , são um dos itens mais importantes , para que o grande arranque na economia do Brasil possa ter o acesso ao transporte de mercadorias a preços que possa competir no mercado nacional e internacional , sem o peso enorme do custo frete , inviabilizando vários produtos de serem exportados ou mesmo num pais Continente como o Brasil inviabilize seus produtos ao chegar em regiões mais afastadas , e com frete inviável.

Gleicy Karen Abdon Alves
Maria Cristina Fogliatti de Sinay (Orientadora)
Instituto Militar de Engenharia – IME
Mestrado em Engenharia de Transportes



RESUMO


Neste trabalho discorre-se sobre a importância dos dormentes para o sistema de transporte ferroviário, em
particular dos de madeira de eucalipto pelas suas vantagens em relação à qualidade ambiental, à produção e à
reciclagem. Apresentam-se também as estações de tratamento dos dormentes e os impactos que essas podem
gerar sobre os meios físico, biótico e antrópico da área de influência.

Dormentes, Estação de Tratamento
1. INTRODUÇÃO
Os dormentes é um dos componentes fundamentais da ferrovia já que o seu perfeito estado de
conservação propicia a consistência da linha, mantendo as condições de segurança do tráfego
e a substituição adequada dos dormentes inservíveis contribui na manutenção da linha.
Tanto a substituição dos dormentes quanto a manutenção da via permanente são duas
operações onerosas para o orçamento das ferrovias. Há muitos anos se discute a questão da
dormentação das ferrovias sendo que várias alternativas tecnológicas foram apontadas por
diversos países, com o objetivo de encontrar soluções para problemas como os ambientais.
As pressões mundiais pela preservação do meio ambiente e a própria escassez de madeira no
Brasil, vêm obrigando as empresas ferroviárias a buscarem alternativas para o dormente de
madeira nativa. Existem opções como o concreto, aço e plástico. Porém, fatores como custo e
dificuldades de manuseio, tornam as mesmas inviáveis na atualidade do país. O dormente de
eucalipto vem sendo apontado como uma das soluções ideais por uma série de características
próprias, dentre as que se destacam, o fato de possuir a mesma vida útil do da madeira de lei e
por proporcionar ganhos para o meio ambiente já que os dormentes de eucalipto são retirados
de fazendas onde as árvores são cultivadas especialmente para o corte.
Os dormentes de madeira se deterioram pelo tempo de uso e pelo clima, devendo, portanto,
ser tratados e recuperados. Este tratamento é realizado em estações de tratamento de dormentes com o uso de herbicidas, o que pode causar uma série de impactos ambientais se
procedimentos cuidadosos não forem adotados.
Assim, se faz necessário buscar dormentes cujas características e tratamentos permitam uma
menor interferência negativa nos meios físico, biótico e antrópico das correspondentes áreas
de influência.
2. FUNÇÕES E CARACTERÍSTICAS DOS DORMENTESbr /> Segundo Silva (2003) “Os primeiros dormentes para o leito dos trilhos foram feitos de blocos
de pedra, em 1820, quando foram utilizados nos trilhos de várias ferrovias americanas.
Devido a problemas de rigidez e inabilidade de segurar a bitola, esses dormentes foram logo
abandonados. Na mesma época, uma linha de Boston experimentou o uso de dormentes de
madeira. Foi um sucesso e logo foi copiado pelas demais ferrovias. Os primeiros dormentes
eram de carvalho, pinho, cedro, castanheira, cipreste e de outras madeiras. A abundância dessa matéria-prima, localizada sempre próxima às ferrovias, não preocupou os empresários
da época sobre a sua durabilidade. Com o passar dos anos, houve um aumento no consumo de
madeira, levando à necessidade de se pensar em prolongar a vida útil”.
2.1. Funções do dormente na via permanente
Segundo Sucena (2004) o dormente faz parte da superestrutura da ferrovia com as principais
funções de:
- Transmitir ao lastro as cargas recebidas pelos trilhos quando da passagem do material
rodante;
- Servir de suporte para os trilhos permitindo sua fixação e
- Manter a bitola da linha.
2.2. Características dos dormentes
Para que o seu papel na via seja desempenhado de maneira satisfatória, é necessário que o
dormente possua alguns atributos, como durabilidade, rigidez, elasticidade e resistência aos
esforços, ser isento de fendas e/ou fraturas transversais de forma a permitir a realização da
“socaria”, opondo-se à deslocamentos (transversais ou longitudinais) na via.
A quantidade de dormentes a ser utilizada em uma via depende do tipo desta e do material a
ser usado. Numa via em bitola métrica, a taxa de dormentação em madeira é em geral de
1.600 a 1.750 unidades por quilômetro, já em dormentação de aço, a quantidade varia de
1.500 a 1.600 unidades por quilômetro.
Segundo Pacha (2003), os materiais mais utilizados para dormentes são:
? Madeira: que apresenta as melhores propriedades mecânicas, devido ao seu elevado módulo
de elasticidade e grande flexibilidade;
? Aço: que reduz em 20% a demanda de peças por quilômetro e permite a reciclagem, porém,
por ser um material leve, prejudica a estabilidade da via; ? Concreto: que apresenta menor elasticidade em relação ao dormente de madeira e
? Plástico: que tem a durabilidade de um dormente de aço e a leveza de um dormente de
madeira, porém seu custo é elevado quando comparado ao de outros materiais.
Na TAB. 1 a seguir comparam-se estes materiais com a finalidade de dormentação.
TAB. 1: Comparação de materiais para dormentação
MATERIAL
CARACTERÍSTICA
MADEIRA AÇO CONCRETO PLÁSTICO
Propriedades
mecânicas
Elevado módulo
de elasticidade e
Grande
flexibilidade
Média
estabilidade
Alta durabilidade
e
Baixa
elasticidade
Alta leveza
Custo de aquisição Baixo Alto Alto Alto
Durabilidade Média
(? 15 anos)
Alta
(? 50 anos) Alta Alta
Reutilização Sim Sim Não Sim
Necessidade de
tratamento químico para
proteção
Sim Não Não Não
Resistência a
descarrilamentos Alta Alta Baixa Baixa
Fonte: PACHA (2003), REVISTA FERROVIÁRIA (2001), REVISTA FERROVIÁRIA (2004), BRANCO
(2000), SCHRAMM (1977), SUCENA (2004)
A escolha do material a ser utilizado para estes fins depende de um estudo da análise de
viabilidade econômica, que considere entre outros fatores, o custo de fabricação, o preço de
colocação, substituição e a manutenção e o valor residual.
Segundo Silva (2003), o dormente quanto à sua geometria, pode ser:
? Roliço: tipo de dormente que utiliza a madeira na sua forma mais natural e os cortes
horizontais são feitos apenas nos pontos de pregação;
? Semi-roliço: tipo de dormente que apresenta apenas a parte serrada;
? De duas faces: tipo de dormente que apresenta duas faces serradas e duas faces abauladas;
As primeiras ficam nas partes superior e inferior do leito da ferrovia e servem para apoio e
fixação dos pregos;
? Prismático: tipo de dormente mais aprimorado em que as quatro faces são serradas e a peça
é quadrada.
A dimensão dos dormentes varia com a bitola da via e com o tipo de utilização da mesma.
Por exemplo, os dormentes de uma via em bitola larga onde as cargas por eixo são mais
elevadas, são mais compridos e robustos que os de uma via em bitola estreita.
A literatura técnica pesquisada mostra que nas vias com bitola métrica ou normal (1,435 m),
os dormentes seguem um espaçamento de 55 a 58 cm, enquanto que nas vias com bitola larga
(1,60m) o espaçamento é de 58 a 60 cm.3. OS DORMENTES DE MADEIRA
Os dormentes de madeira apresentam vantagens sobre aqueles produzidos com aço e
concreto, por ter altos valores de resistência específica, por necessitar-se de baixo consumo de
energia na sua produção, pelo baixo preço e pela possibilidade de uso da matéria-prima de
forma sustentada e ambientalmente correta. No entanto, devido a fatores como a
suscetibilidade e a deterioração da madeira por bactérias, insetos e fungos, é necessário um
controle das espécies de madeira a serem empregadas para estes fins.
Toda madeira em uso fica exposta ao ataque de fungos, insetos, moluscos e crustáceos que se
alimentam de seus componentes. Os agentes biológicos destruidores necessitam para sua
sobrevivência, de madeiras em condições propícias; uma fonte de material alimentício para
sua nutrição, temperatura adequada para seu crescimento, umidade suficiente para seu
desenvolvimento e quantidade adequada de oxigênio. Ao existirem condições que permitam o
crescimento destes agentes biológicos, o ataque produz alterações importantes tanto na
resistência mecânica como no aspecto exterior da madeira.
Assim, os dormentes de madeira precisam de um tratamento químico preservante para
garantir-lhes maior resistência.
A madeira para uso em dormentesdeve resistir bem aos agentes de putrefação, ser dura sem
se opor à penetração dos agentes anti-sépticos destinados à sua conservação (exceto quando
dispensar o tratamento), poder ser furada para receber o grampo ou tirefond sem se fendilhar e
ser elástica para permitir rolamento suave.
A durabilidade dos dormentes depende também do clima, da drenagem e do lastro da ferrovia,
do volume e da velocidade de tráfego da via, bem como o peso da carga transportada através
da mesma, da curvatura geométrica da ferrovia, do uso de placas de apoio, da época em que a
madeira foi cortada, da idade da madeira, da natureza do solo em que a árvore cresceu e para
madeiras não tratadas, da espécie da madeira empregada.
3.1. A madeira de eucalipto e sua utilização para dormentes
A árvore de eucalipto é cultivada em reflorestamentos e pertence à flora natural da Austrália.
Já foram identificadas mais de 672 espécies do gênero eucaliptus, algumas com grande
importância econômica.
Segundo Silva (2003), “Navarro de Andrade, pioneiro na introdução desta espécie no Brasil,
quando iniciou o plantio do eucalipto, queria resolver o problema, que era fornecer à Ferrovia
Paulista de Estradas de Ferro, combustível para as suas locomotivas e madeiras para postes e
dormentes”.
Os primeiros ,em>,dormentes
de madeira de eucalipto usados em larga escala no Brasil, foram
destinados à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em 1907. Até então, dava-se a preferência
no Brasil aos dormentes de essências nobres, como maçaranduba, aroeira, ipê, jacarandá,
etc. Em decorrência da escassez dessas espécies, partiu-se para a madeira de florestasplantadas, como o eucalipto, que apresenta uma vida útil comprovada de trinta anos, sem
nenhum tratamento preservativo industrial.
No Brasil o eucalipto ocupa atualmente enormes áreas de reflorestamento. Algumas espécies
foram geneticamente desenvolvidas e adaptadas às condições do clima e do solo do país
sendo utilizadas com diversos fins, na construção civil, na fabricação de dormentes
(Eucalyptus citriodora, Eucalyptus cloeziana, Eucalyptus marginata e Eucalyptus
diversicolor são as espécies mais utilizadas) e móveis, na produção de papel e celulose,
substituindo as espécies nativas e permitindo a exploração racional da madeira.
Os dormentes de eucalipto são retirados de fazendas onde as árvores são cultivadas
especialmente para o corte. Depois de cortado, o eucalipto adulto tem capacidade de crescer
mais duas vezes, o que não acontece com as madeiras de lei. Estes dormentes também
podem ser reciclados. Algumas empresas os recebem de volta quando inutilizados ou com a
sua vida útil terminada, onde são separados para uso rural, como mourões, queimando-se o
resto em fornos controlados ou em aterros ecológicos com certificado.
3.1.1. Os impactos ambientais das plantações de eucalipto
A questão da cultura do plantio de árvores de eucalipto sempre foi bastante discutida. É
atribuída a esta plantação a destruição das matas nativas, o empobrecimento do solo e a
redução da biodiversidade animal e vegetal da região. Por outro lado, esta espécie permite a
fixação de carbono na fase florestal e pode substituir os combustíveis fósseis para fins
energéticos (Silva, 2002). São discutidas também a natureza exótica da planta, a sua
influência sobre o solo (tanto do ponto de vista de proteção quanto das propriedades físicas e
químicas) e a formação de monoculturas extensas, caracterizadas por apresentar baixa
diversidade ecológica, provocando mudanças climáticas.
Parte das críticas são provenientes de expectativas e programas mal sucedidos de
reflorestamento ou do planejamento inadequado do uso da terra.
3.2. Preservação da madeira
Embora a preservação da madeira possa ser definida como o conjunto de produtos, métodos,
técnicas e pesquisas destinadas a alterar, medir ou estudar a durabilidade da madeira,
usualmente é entendida como a aplicação de produtos químicos visando impedir a degradação
física, química ou, principalmente, a deterioração biológica do material.
O início das atividades de preservação de madeira no Brasil teve como base o tratamento de
dormentes pela indústria ferroviária e dos postes para redes de distribuição de energia elétrica.
A seleção adequada do preservante a ser utilizado e a escolha do método de aplicação são
condições fundamentais para conferir uma boa proteção e exigem o conhecimento das
condições de agressividade biológica a que a madeira está sujeita quando empregada, além de
sua permeabilidade e resistência natural.O produto utilizado na preservação da madeira deve apresentar as seguintes características:
- Ser tóxico aos organismos como fungos e insetos;
- Não ser de utilização perigosa no momento do tratamento;
- Resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação;
- Não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e
- Apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em
relação a outros materiais.
E ainda deve, se possível, não conferir à madeira preservada toxidez em relação ao homem,
não aumentar nem a inflamabilidade nem a combustibilidade da madeira, não conferir a ela
odores e não alterar a sua aparência natural ou impossibilitá-la de receber acabamento.
Existem disponíveis vários tipos de preservantes de madeira que pela sua consistência, podem
ser classificados em oleosos (ou oleossolúveis) como o creosoto que possui alta toxidade a
organismos vivos que destroem a madeira, é relativamente insolúvel em água e tem custo
relativamente baixo e o pentaclorofenol que tem propriedades fungicidas e inseticidas e
hidrossolúveis como os CCA, à base de Cobre-Cromo-Arsenio e os CCB, à base de CobreCromo-Boro.
Segundo a literatura técnica, existem dois processos para aplicação de preservantes: com ou
sem pressão. O processo sem pressão é uma impregnação superficial da madeira por
pincelamento, aspersão ou imersão da mesma e processo com pressão consiste de uma
impregnação profunda da madeira permeável, com o uso da autoclave.
4. ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE DORMENTES E OS IMPACTOS
AMBIENTAIS GERADOS
A instalação onde o tratamento químico preservante da madeira é feito é a chamada Estação
de Tratamento de Dormentes.
Segundo Cruz (2002), “Estaleiros de dormentes são instalações responsáveis pelo
armazenamento de dormentes e pela sua impregnação de preservativos, com o propósito de
aumentar a vida útil impedindo proliferação de fungos e insetos. São constituídos
essencialmente dos seguintes elementos: autoclave (dispositivo formado por chapas de aço
soldadas, com portas no topo e trilhos no interior, onde os dormentes são colocados para
receber o tratamento), reservatórios de preservativos, tanque medidor e misturador, depósitos
de combustível, caixa d`água, vagonetes, bombas, compressores e guindaste”.
Para este tratamento, após a seleção da madeira, do corte e do descasque, ela é transportada
para a usina de tratamento, onde fica por um período de 30 a 60 dias para completar o período
de secagem, durante o qual alcançam o teor adequado de umidade para o tratamento. Depois
de seca, é introduzida na autoclave onde se inicia o vácuo inicial para extração do ar da
autoclave e das cavidades da madeira. Mantendo-se o vácuo, enche-se a autoclave com a
solução preservante, dando-se pressão até a saturação. A solução excedente é transferida para
um tanque reservatório, esvaziando-se a autoclave e iniciando-se o vácuo final para a retirada
do excesso de solução preservativa da superfície da madeira.Devido ao uso de preservativos, combustíveis e outros produtos perigosos, a probabilidade de
contaminação do meio ambiente é grande durante o tratamento explicado.
O processo de tratamento dos dormentes pode causar vários problemas ambientais,
destacando-se no meio físico a poluição do ar com o rompimento de tanques de
armazenamento, de cilindros de tratamento e de tubulações que contém os preservantes;
derramamentos de produtos contaminantes; contaminação dos cursos d’água e até de lençóis
freáticos pelo escorrimento do excesso de preservativo, cromo, cobre, graxa e óleos e
poluição do solo quando ocorre a lixiviação e restos de borra de creosoto, serragem, plásticos
e embalagens. No meio antrópico a absorção, inalação e até ingestão dos produtos por parte
dos funcionários. E no meio biótico, o uso de herbicidas e pesticidas podem contaminar o solo
e os cursos d’água provocando a mudança no comportamento da fauna e a possibilidade de
extinção de espécies. A instalação da própria estação pode provocar o desequilíbrio de
espécies e a destruição de abrigos dos animais (Fogliatti et al, 2004).
Estes impactos podem ser mitigados com medidas como o planejamento correto das áreas de
retenção de produtos químicos, com um projeto de um sistema eficaz de drenagem, com um
processo contínuo de manutenção das instalações, com o uso de equipamentos de proteção
individual por parte dos funcionários, evitando-se a realização de operações próximas de
cursos d’água e de áreas ocupadas por espécies vegetais e/ou animais em extinção, dotando-se
as instalações existentes de dispositivos de tratamento de efluentes (como caixas separadoras
de óleos), executando-se a limpeza das áreas onde o tratamento foi realizado. A autoclave e os
demais equipamentos que contenham preservativos devem ser colocadas sobre bacias, com
bomba de retorno, para que seja feita a contenção no caso de derramamento de preservativos,
e no caso de derramamentos de água oriunda do vapor, utilizar o método do ciclo fechado,
que consiste na transferência de água de um reservatório para a autoclave, que, no final do
processo, retorna para o mesmo.
Como medidas mitigadoras para amenizar os impactos negativos decorrentes da extração da
madeira, pode-se citar a reconstrução da cobertura vegetal afetada dando-se preferência às
espécies nativas visando diminuir ou resolver a poluição visual e a adoção de técnicas de
reflorestamento adequados.
5. CONCLUSÕES
Os responsáveis pelas ferrovias brasileiras estão buscando soluções ecologicamente corretas
e, ao mesmo tempo, duráveis e econômicas quando da substituição dos dormentes.
A utilização de dormentes de plástico inaugura uma nova era na preservação do meio
ambiente, pois por um lado evita o corte de árvores e o desmatamento, por outro, afasta o
perigo tóxico dos preservativos utilizados no tratamento da madeira. Entretanto, o custo desta
alternativa a torna inviável economicamente na atualidade. Já as perspectivas de utilização de
dormentes de eucalipto são muito promissoras pois existe o conhecimento acumulado sobre as
várias espécies do gênero, cujas maleabilidades e melhoramentos genéticos obtidos após
várias pesquisas, as tornam aplicáveis neste setor.Os riscos ambientais relacionados à preservação da madeira são enfocados em diversos
países, sendo que a área de influência das usinas, bem como o alto grau de fixação dos
modernos preservativos nas madeiras reduzem o risco de contaminação dos efluentes por
lixiviação e possibilitam um maior controle do processo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRINA, H. L. (1979) Estradas de Ferro, volume 1, Livros Técnicos e Científicos, Rio de Janeiro.
AZEVEDO, F. W., GOMES, C. G. (1998) Impactos Ambientais Ocasionados pelo Modal Ferroviário.
Relatório, Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro.
BRANCO, J. E. S. C., FERREIRA, R. (2000) Tratado de Estradas de Ferro. Reflexus, Rio de Janeiro.
CRUZ, I. (2002) Passivo Ambiental das Empresas de Transporte Ferroviário de Carga, Monografia,
 Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro.
FOGLIATTI, M. C. (2004) Avaliação de impactos ambientais: aplicação aos sistemas de transporte.
 Interciência, Rio de Janeiro.
PACHA, R. S. (2003) Notas de aula da disciplina Hidrovias e Ferrovias. Universidade Federal do Pará,
 Belém
Revista Ferroviária, ano 62, dezembro 2001
Revista Ferroviária, ano 65, fevereiro 2004
Revista Ferroviária, ano 65, maio 2004
RFFSA - REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S/A (1993) Relatório do I Seminário Nacional de
Manutenção – A Importância do reflorestamento e da produção de dormentes de eucalipto
na manutenção
SCHRAMM, G. (1977) Técnicas e Economia na Via permanente. Rio de Janeiro.
SILVA, J. C., A madeira de eucalipto para dormentes, Pub. Eletrônica disponível em
 www.remade.com.br, acessado em 24.04.2004
SILVA, J. C., Impactos ambientais, Pub. Eletrônica disponível em www.remade.com.br, acessado em
 25.04.2004
SUCENA, L. G. (2002) A influência dos transportes ferroviários urbanos na qualidade ambiental da
 cidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
SUCENA, M. P. (2004) Notas de aula da Disciplina Sistemas de Transporte Ferroviário. Instituto
 Militar de Engenharia, Rio de Janeiro.
http://www.adhara.com.br acesso em 23/04/2005
http://www.antf.org.br acesso em 23/04/2005
http://www.amazonia.com.br acesso em 23/04/2005
http://www.www.conprem.com.br acesso em 23/04/2005
http://www.duralipto.com.br acesso em 23/04/2005
http://www.famiz.com.br acesso em 23/04/2005
http://www.postesmariani.com.br/news.htm, acesso em 02/05/2005
http://www.remade.com.br acesso em 23/04/2005
http://www.stella.com.br acesso em 24/04/2004
_______________________________________________________________________________________
Gleicy Karen Abdon Alves (gleicykaren@yahoo.com.br)
Maria Cristina Fogliatti de Sinay (cristinasinay@ime.eb.br)
Mestrado em Engenharia de Transportes – Instituto Militar de Engenharia – IME
Praça General Tibúrcio, 80 – Praia Vermelha – Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Google+ Followers

Contato

Escritorio Diadema - SP | Fones: (011 ) 40551239 |(11) 4044 - 5570 | Nextel: (11) 7738 - 6060
ID: 9*95818
MSN Atendimento Online: florestarm@hotmail.com
Skype: rogerio.pascon1
dep.floresta
florestarm